Stalingrado - Entre escombros e sangue: A batalha que definiu os rumos da 2ª Guerra mundial.

Atualizado: 20 de Out de 2020

Em 1942 A cidade de Stalingrado (Rússia) foi palco da batalha mais sangrenta de toda nossa história, um combate urbano onde se disputou por meses, cada centímetro de casa, beco e esquina em uma luta que ceifou milhares de vidas, uma verdadeira carnificina que alterou os rumos da guerra e as concepções estratégicas de combate moderno.

(Soldados soviéticos sobre casas destruídas na batalha de Stralingrado 1942)


Após as conquistas e vitórias iniciais dos alemães sobre os aliados na Europa ocidental, o líder nazista Hitler, decide romper o tratado de não-agressão acordado com os soviéticos (Pacto Molotov-Ribbentrop), abrindo uma ofensiva sobre o território russo controlado pelo líder comunista Stalin. Dando início a mega operação militar alemã de codinome: Barbarossa, tinha como objetivo conquistar a região controlada pelos soviéticos, rica em matérias primas fundamentais para o esforço de guerra e a sua necessidade de produção em larga escala de armamentos e derivados de ferro.

As táticas de guerra relâmpago (bombardeios seguidos de blindados) usadas com sucesso nas frentes de guerra ocidentais levaram também a vitórias dos nazistas em territórios soviéticos, dando mais ímpeto e força para prosseguir com a guerra, avançando sobre a união soviética.

(Tropas alemãs do 6ª exército se movendo pelos subúrbios de Stalingrado, final de setembro de 1942)

A virada de jogo para os soviéticos, uma questão de honra e morte:


Em 17 de julho de 1942 a ofensiva alemã chega margens do rio Volga na cidade de Stalingrado. Além de ser um local de suma importância estratégica para os agressores e defensores, a vitória tornou-se uma questão de ego entre seus respectivos líderes, ambos se recusavam a possibilidade de retirada, levando essa disputa acirrada por seis longos meses. A cidade foi totalmente destruída por contínuas ondas de bombardeios e artilharia, deixando casas, apartamentos e toda a infraestrutura pública arrasada, os escombros das paredes e concreto impossibilitavam o avanço por tanques e blindados, tornando os confrontos um embate onde cada rua e quarteirão foi intensamente disputado.

(Batalha nas ruas de Stalingrado)



O uso de atiradores de elite e o combate a curta distância:

Com a impossibilidade de avanços rápidos, a batalha foi travada sobre a visão das janelas e pelos corredores dos apartamentos e sobrados, intensificando a mortalidade dos soldados que eram alvejados por tiros mortais. Os atiradores de elite posicionavam-se em pontos estratégicos, com visão privilegiada e eventualmente os soldados se descuidavam aparecendo em anglos pequenos porém visíveis aos atiradores de prontidão. Um dos casos mais bem sucedidos foi o do atirador de elite soviético Vassili Zaitsev, com seu rifle equipado de uma luneta de aproximação, obteve ao todo 468 baixas (confirmadas) inimigas durante toda a guerra, incluindo sua participação exemplar em Stalingrado onde abateu muitos nazistas, disseminando o terror entre seus inimigos que pensavam duas vezes antes de sair ao aberto.

(Vassili Zaitsev em trajes de camuflagem na neve, orientando seus camaradas)

A batalha de Stalingrado foi um dos pontos de virada da guerra na frente oriental, marcando o limite da expansão alemã no território soviético, a partir de onde o exército vermelho deu inicio ao contra-ataque, empurrando as forças nazistas de volta para Berlim, a capital do 3º Reich. Texto escrito por Fernando Queiroz Referências bibliográficas: Stalingrado, Beevor, Antony 1946 - Tradução Alda Porto. - 1ª Ed.Rio de Janeiro: Bestbolso 2016 Referências visuais: Fotos coloridas digitalmente por olga-shirnina, disponível em: https://www.flickr.com/people/22155693@N04/ Acesso em 16/09/2020

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