Política, Poder e Estado

Atualizado: 12 de set. de 2021


Material de apoio de Sociologia 1º Ensino médio. (Política, poder e estado)


Ao discutirmos e estudarmos o tema “poder, política e Estado”, identificamos as definições de cada termo, demostrando as relações entre eles e as diferentes práticas sociais, bem como a importância da participação política de cada cidadão. Neste sentido me parece essencial trabalhar estes conceitos nas escolas, problematizando e inserindo a discussão para estes alunos que estão em processo de formação intelectual e cívica. Tendo como objetivo contribuir com uma educação crítica e emancipadora.



Objetivos:


• Compreender os conceitos da Ciência Política: poder, política, Estado e governo;

• Identificar as inter-relações entre o poder, a política e o Estado, bem como suas

influências no cotidiano;

• Analisar como as relações de poder afetam e compõem todas as esferas da vida social.


A política e o Estado são capazes de assegurar justiça e direitos a todos os cidadãos? Para

responder está pergunta recorro aos estudos de Max Weber e as suas definições sobre o tema.


Os termos política, poder e Estado são utilizados como sinônimos. No entanto, do ponto de

vista sociológico, ainda que exista profunda ligação entre eles, são analisados como elementos distintos. Podemos entender o poder como a possibilidade de exercer influência sobre a conduta de outros em determinada relação social.


A política pode ser vista como os meios pelos quais um sujeito ou grupo se organiza, exerce o poder ou a conquista. Já o Estado é um modo específico de exercício do poder e a forma como se organiza o sistema político na maioria das sociedades modernas. A legitimidade do Estado depende de diversos fatores sociais para sustentar o poder de seu maior representante como por exemplo as relações de classe, o controle social, o exercício da autoridade, as leis e normas sociais. O poder dos governantes sobre os governados e a indústria cultural são exemplos do exercício de poder na sociedade. Essas formas de poder se caracterizam pela capacidade de influenciar, simultaneamente, a conduta coletiva de uma grande quantidade de pessoas.

De acordo com o sociólogo alemão Max Weber, o poder refere-se à imposição da própria

vontade numa relação social, mesmo quando há resistência alheia. Nesse sentido, todas as

relações sociais que estabelecemos com indivíduos, instituições e coletividades são também

relações de poder, que podem se apresentar de maneira explícita ou não.

Quando um governante, no exercício de sua função, estabelece normas e regras sociais que

devem ser cumpridas por todos, também se configura uma relação de poder. São numerosas as formas de exercício do poder. Podemos destacar três predominantes: o poder econômico, o ideológico e o político. O primeiro se baseia na posse de bens materiais, como os meios de produção (o poder do patrão sobre o empregado). O segundo se serve de ideias ou de informações para influenciar comportamentos (o poder dos meios de comunicação sobre as pessoas). O último se vale de instrumentos e de técnicas para influenciar a conduta alheia (o poder de convencimento de partidos e candidatos sobre os eleitores durante um pleito político), por exemplo.

O poder legítimo e as formas de dominação:

As formas de exercício do poder podem ser legítimas ou não. Segundo Max Weber, elas são

legítimas quando a influência exercida é aceita por aqueles que se submetem à vontade do outro.

E não são legítimas quando pressupõem apenas o uso da força para imposição da vontade. O exercício legítimo do poder é chamado por Weber de dominação.

Quando o poder é exercido exclusivamente com o uso da força, a dominação não é legítima.

Para a Sociologia, o que importa é a análise da dominação legítima, aquela em que o dominado aceita as condições em que o exercício do poder acontece.

De acordo com Max Weber, existem três tipos puros de dominação legítima: a tradicional, a

carismática e a racional-legal.


A dominação tradicional consiste na crença em instituições e regras transmitidas de geração em geração, conduzidas por um indivíduo ou grupo de pessoas, que se baseiam nos costumes para exercer a dominação. São exemplos desse tipo de dominação as relações feudais, o patriarcalismo e o coronelismo.

A dominação carismática é estabelecida quando os dominados possuem a crença de que há

qualidades excepcionais em determinado indivíduo, algo que o torna superior aos outros e lhe permite exercer liderança ou controle sobre eles. Pode ser ilustrada por figuras de lideranças religiosas ou políticas com grande poder de influência social. Para Weber, a dominação carismática se contrapõe à dominação tradicional e propicia a transformação social, visto que a crença nas qualidades excepcionais do líder permite a ele estender suas ações para além dos limites das normas vigentes.


A dominação racional-legal, fundamentada em normas e regras aprovadas e aceitas por todos, tem como exemplo a burocracia. Na concepção weberiana, esse tipo de dominação

caracterizaria o Estado moderno, no qual as relações entre cidadãos e Estado seriam marcadas pela impessoalidade, ou seja, com base em regras e normas convencionadas e seguidas por todos os membros de uma coletividade, sem nenhuma distinção.


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Referências bibliográficas:

▪ WEBER, Max. Os tipos de dominação. In: WEBER, Max., DF; Editora da Universidade de Economia e Sociedade: Fundamentos da Sociologia Compreensiva. Brasília, 1991. p.139-198.

▪ Vários autores. Sociologia em movimento 2ª ed. São Paulo: Ed. Moderna, 2016
























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